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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Desmistificando os equívocos

Existem alguns pensamentos equivocados em relação à Bruxaria que foram fabricados e modulados ao longo dos anos e que, ainda hoje, permanecem no imaginário social. Então vamos tentar desmistificar alguns desses equívocos.

Nós Bruxas não somos anti-cristãs. Não somos contra nenhuma religião, respeitamos a todas para sermos respeitadas. Não somos contra o Cristianismo. Apesar das perseguições ocorridas no passado que obviamente produziram marcas, vivemos o tempo presente e o que exercitamos e esperamos em troca é o respeito às nossas crenças e práticas.

Não cultuamos o diabo que, aliás, é uma criação cristã. Nossas crenças e práticas remontam aos primórdios da humanidade, ou seja, anterior ao Cristianismo. Obviamente que atribuir à Bruxaria o culto ao diabo foi uma convenção social perfeita para discriminar sua existência e condená-la para que ficasse nas sombras do Cristianismo, porém, este nunca foi um culto nosso. Honramos e celebramos os Deus da Natureza.

Não sacrificamos animais nem pessoas. Não há sacrifícios sangrentos na Bruxaria.

Não praticamos nem somos condescendentes com nenhum tipo de abuso infantil;

Não somos um culto. Muitas bruxas praticam a Bruxaria de maneira solitária, portanto, não há seguimento de um líder.

A Bruxaria não incentiva a promiscuidade nem orgias sexuais. Entendemos que o ato de fazer amor é um ato sagrado, pois é um modo de celebrar a fertilidade da natureza que habita nossos corpos.

Não usamos drogas em nossos rituais. Pelo contrário, muitos são adeptos de uma alimentação e hábitos mais saudáveis.

Não somos proselitistas. Não vais encontrar Bruxas distribuindo panfletos sobre Bruxaria pelas esquinas. A opção pela Bruxaria é pessoal e singular.

Obviamente que práticas equivocadas existem em todas as crenças e com a Bruxaria não seria diferente. Estes são só alguns dos equívocos que giram em torno da Bruxaria. Esta escrita vem de encontro à tentativa desse esclarecimento, pois acredito ser interessante o conhecimento antes de formular qualquer idéia leviana sobre qualquer que seja a crença. Tendo em vista que este é um exercício contínuo, que possamos colocá-lo em prática cotidianamente para deste modo buscar sempre o esclarecimento antes de qualquer ataque.

1 O que me dizes?:

Bianca disse...

Olá!!

Acabei de ler seu texto sobre cartografia e amei!! Estou no mestrado e estou abraçando a idéia de fazer uma cartografia das ações de saúde mental na atenção básica à saúde...PUTZ, to meio perdida ainda, mas acredito que vai dar certo! Peguei sua tese para ler, abrir a mente! Qualquer coisa, se pudessemos nos falar com e-mail ficaria grata!
Abraço
Parabéns!!
Bianca

2 de maio de 2009 19:20